Estudo sobre saúde e descanso

Asocama: Entusiasmo por comunicar

Antecedentes

Asocama, a Associação Espanhola da Cama, que agrupa aos fabricantes de equipas de descanso, promove a consciencialização da sociedade sobre a importância de uma boa qualidade do sono.

Asocama leva já vários anos comunicando de forma consistente que é necessário mudar de colchão a cada menos de 10 anos; não obstante estudos internacionais revelam que o prazo médio de renovação de um colchão em Espanha é o mais alto dos países europeus.

Parece que a mensagem de renovação a cada menos de 10 anos foi ouvida pelo consumidor de forma notável, mas no entanto não parece que tenha resultado verossímil.

Objectivos

O principal objectivo deste estudo é gerar notícias que apoiem a credibilidade da mensagem de renovação do colchão a cada menos de 10 anos.

Para o cumprimento do objectivo geral propõe-se a seguinte informação que o estudo deve proporcionar:

  • Perceber estado de saúde das pessoas (doenças e dores) e sua relação com o sistema de descanso.
  • Rotinas de descanso ( horas e hábitos de sono, interrupções, incidencia do estrés, a insónia, as mudanças de clima, hábitos posturales...)
  • Informação sobre os colchões espanhois (idade média, anos que demoram no mudar, medidas, materiais...)
  • A cada quanto tempo considera-se que deve-se mudar o sistema de descanso e a cada quanto se muda realmente
  • Como se realiza a manutenção do colchão (a nível de higiene e hábitos)
  • Qual é a percepção que os espanhóis têm com respeito à acção do passo do tempo num colchão

Características técnicas

  • UNIVERSO E ÂMBITO: População espanhola maior de 18 anos
  • MOSTRA: 3.026 pesquisas representativas a nivel de CCAA, sexo e idade. Para datos globais da mostra, este tamanho tem uma margem de erro de +/-1.8 nas condições mais desfavoráveis p=q=0.5 e para um nivel de confiança de 95%
  • MÉTODO:
    • Estratificação não proporcional segundo Região e Tamanho de município. (Sobredimensão dos "hábitats" maiores, zonas metropolitanas. No tratamento da informação, a mostra equilibrou-se restituindo os pesos de população).
    • Selecção aleatoria de municípios dentro da cada estrato e de lares dentro da cada município.
    • Eleição do indivíduo, dentro do lar, seguindo quotas de sexo, idade e relação com a actividade trabalhista.
  • METODOLOGÍA: Entrevista telefónica assistida por computador com metodología CATI. Duração média da entrevista: 10 minutos
  • TRABALHO DE CAMPO: Realizado por Opipublic Datasampling entre o dia 28 de novembro e 22 de dezembro
  • TRATAMENTO E ANALISE: de 23 de dezembro a 13 de janeiro

Estructura da mostra

Tratamento da informação

O processo de exploração estatística, inclui os seguintes tratamentos:

  • Frequências e percentagens de todas as variavéis do questionario que contribuem resultados globais de cada variável.
  • Inclusão de medidas de tendência central em todas as variaveis de escala, considerando a análise da média como a medida mais representativa
  • Os resultados processaram-se atendendo ao cruzamento da informação pelas seguintes variaveis:
    • Sexo.
    • Idade.
  • Além das variaveis de classificação indicadas realizaram-se cruzamentos bivariantes entre diversas perguntas do questionario, a fim de explorar a informação e conseguir uma análise mais pormenorizada em certas questões.
  • Eliminaram-se da análise as proporções de não resposta, tratando-as como casos perdidos excepto naquelas variaveis em que sua exploração se considera de importância para a análise ou sua quantia tinha de ser destacada.

Estado de saúde geral

Neste capítulo tratamos:

  • A percepção geral que têm os espanhóis com respeito a seu estado de saúde geral, tendo em conta os diferentes trechos de idade e as diferentes percepções por sexo.
  • A incidencia de certas doenças tais como a insónia, as dores musculares ou as cefaleas, todas elas relacionadas com a qualidade de sono e o sistema de descanso.
  • Analisa-se também a incidencia destas doenças em função dos anos que tem o colchão dos entrevistados.

Estado de saúde geral

Em geral os interrogados qualificam seu estado de saúde como bom. Partindo de uma escala de 1 a 5 na que 1 é um estado de saúde muito mau e 5 uma saúde muito boa, a média se situa em 3,6.

Tendo em conta o género dos interrogados, os homens são ligeiramente mais optimistas que as mulheres ao qualificar sua saúde. E logicamente o estado de saúde vai piorando à medida que avança a idade.

São as mulheres as que mais acusam esta doença; não obstante de novo a idade supõe uma variavel importante nesta pergunta, sendo as pessoas mais velhas as que mais sofrem estas dores.

Rotinas de descanso

  • Neste capítulo tratamos:
  • A média de horas que dormem os espanhóis, tanto em dias normais como em feriados e fins de semana.
  • Rotinas de sesta.
  • As possíveis dificuldades à hora de conciliar o sono, bem como as razões que provocam que se acordem na noite.
  • Os hábitos de posturas dos espanhois

Rotinas de descanso

Os espanhóis dormem uma média dentre 7 e 8 horas, algo mais os fins de semana e feriados.

Quase 60% dos interrogados diz não fazer sesta nunca. Os que têm este costume o fazem geralmente no sofá, ainda que 28% faz a sesta na cama. O tempo médio de sesta dura mais ou menos 1 hora.

Este costume é mais habitual a partir dos 35 anos e mais em homens que em mulheres.

Mais da metade das pessoas entrevistadas diz não ter problemas para conciliar o sono. 24% demora menos de 30 minutos em dormir-se.

São as mulheres as que dizem ter maiores problemas para conciliar o sono e as que se acordam durante a noite com maior frequência, geralmente para ir ao serviço, ainda que há também uma proporção importante de pessoas que diz acordá-se sem motivo aparente.

 

 

Qualidade do sono

Neste capítulo tratamos:

  • Importância que se atribui a certos factores para a manutenção de um bom estado físico e anímico (a alimentação, a qualidade de sono, as horas de sono...)
  • Incidencia das mudanças de temperatura, de rutinas e estados de ânimo na qualidade de sono.
  • Consequencias de um mal descanso na vida diaria.
  • Estados físicos e anímicos que os espanhóis têm ao se levantar e no decorrer do dia.

Qualidade do sono

Os interrogados concedem uma importância alta a todos os factores que podem incidir em seu estado físico e de ânimo. Não obstante, dão-lhe uma especial importância a dormir bem, que é considerado mais importante que dormir muito.

Entre os factores que mais inciden na qualidade de sono, o estrés e as preocupações são os mais destacados.

As temperaturas extremas são factores que inciden de forma bastante negativa no sono dos interrogados, sobretudo o calor, cuja incidencia foi destacada pelo 72% dos interrogados.

O sistema de descanso também não deixa indiferente aos interrogados. Mais de 60% reconhece que seu sistema de descanso incide directamente na qualidade de seu sono. Os cidadãos do País Vasco, Navarra e Cataluña, são os mais conscientes da importância deste factor.

A astenia primaveral não parece influir demasiado na qualidade de sono.

Um mau descanso costuma afectar fundamentalmente à concentração no trabalho, incidencia que resulta levemente superior nas mulheres.

Em 68% dos casos, a pessoa levanta-se com energia e sensação de ter descansado. Não obstante existe um 32% que se acorda sem energia ou com dores musculares. Nesta proporção destacam claramente as mulheres.

Se temos em conta os anos do colchão, vemos como a sensação de levantar-se descansado e com energia diminui consideravelmente à medida que aumenta a idade do colchão.

Em geral os interrogados levantam-se bem, com energia, porem 35% diz acabar o dia muito cansado. Nesta proporção destacam os cidadãos catalães.

O sistema de descanso

Neste capítulo tratamos:

  • Parque de colchões español: medidas e materiais
  • Factores que motivaram a escolha do colchão
  • Grau de confortabilidade geral do colchão
  • Usos do colchão

O sistema de descanso

Os tamanhos que mais abundam são os de 90cm, para aqueles que dormem sozinhos, e de 1,35 e 1,50 para os que dormem acompanhados. Os colchões de menor tamanho, foram adquiridos em função das dimensões do dormitório, enquanto nos maiores, a comodidade, parece ter decidido compra.

Em qualquer caso, e independentemente das características do sistema de descanso, a imensa maioria dos interrogados qualifica seu colchão de "bastante ou muito confortável".

A maior parte dos interrogados diz tomar as medidas de higiene necessárias para a manutenção de seu colchão, tais como ventilar o dormitório, pôr-lhe capa ou dar-lhe a volta frequentemente.

Troca de colchão

Neste capítulo tratamos:

  • Idade média do parque de colchões espanhol
  • Anos decorridos antes de sua mudança
  • Factores que motivaram a mudança do colchão
  • Pessoa encarregada da decisão da compra
  • Testa-se o colchão antes de comprar-lo?

Troca do colchão

Praticamente 90% dos interrogados atribui a seu colchão uma idade menor que 10 anos. No entanto, quando perguntamos pelos anos que tinha seu anterior colchão a percentagem daqueles que o fizeram antes dos 10 anos se reduz ao 48%.

11% diz ter seu colchão há mais de 10 anos. Este percentagem corresponde fundamentalmente à pessoas maiores de 55 anos.
Aqueles interrogados cujo colchão tem mais de 20 anos não o mudou nunca.

Os resultados mostram como a falta de comodidade e o desgaste aparente do colchão são as razões que motivam sua mudança, para além dos anos que tenha o colchão, ainda que como vemos, a falta de comodidade vai associada a colchões a mais de 10 anos.

Vemos que a mudança de casa costuma motivar a mudança de colchão ainda que este tenha poucos anos.

Mais de 60% dos interrogados elegeu pessoalmente seu colchón e a metade deles o provou dantes de decidir sua compra.

Se tem mais de 10 anos...

Neste capítulo tratamos:

  • Percepção do desgaste do colchão pelo passo do tempo (comodidade, higiene e firmeza)
  • Importância geral de um bom sistema de descanso na qualidade de sono

Se tem mais de 10 anos...

Quase 70% dos interrogados opina que a mudança de colchón tem de se fazer quando este tenha mais de 10 anos ou já não resulte cómodo. Como vimos em capítulos anteriores ambos factores costumam ser coincidentes.

A mensagem de mudança aos 10 anos está mais presente para aquelas pessoas cujo sistema de descanso é mais jovem, enquanto a perceber de que há que mudar aos 10 anos, vai diminuindo à medida que os interrogados têm colchones mais antigos, que como vimos, são a sua vez as pessoas mais velhas.

É em Múrcia e em Extremadura onde parece ter mais consciência da importância de renovação de colchão, enquanto em Baleares e Cantabria, encontramos maiores proporções de população que não considera tão necessário a mudança de colchão aos 10 anos.

A maioria da gente sabe que o colchão é afectado com o passo do tempo na sua firmeza, sua higiene e sua comodidade ainda que aquelas pessoas cujos colchões são mais antigos não reconhecem ou não percebem este facto.

Em qualquer caso existe uma consciência clara de que o sistema de descanso é muito importante para uma boa qualidade de descanso concedendo uma importância média de 8,8 numa escala de 0 a 10.

Conclusões

A mensagem de renovação do sistema de descanso e em particular do colchão é um dos objectivos prioritarios de ASOCAMA e que motivou as campanhas dos últimos anos.

Este estudo realiza-se com o objecto de indagar o grau em que a sociedade espanhola está interiorizando esta mensagem, à vista dos últimos estudos que situam a Espanha como um dos países europeus nos que o colchão demora mais tempo em se renovar.

Os resultados obtidos, levam-nos a pensar que efectivamente existe uma percentagem não desdenhavel da população espanhola, que não renova seu colchão com a frequência desejada, apesar de serem conscientes de que passados 10 anos, a confortabilidade, higiene e firmeza do mesmo se vêem claramente afectadas.

Parece por tanto que a mensagem de renovação foi ouvida na sociedade apesar a não ter sido ainda suficientemente interiorizado. O motivo mais destacável desta resistência encontramo-lo no facto de que os espanhóis não consideramos que um colchão é velho, até que não começa a resultar incómodo ou estar claramente desgastado.

Os dados obtidos têm de ser analisados no contexto de dita campanha de renovação e das repercussões que ela teve. Isto é, encontramos uma maioria de pessoas que dão ao seu colchão uma idade inferior aos 10 anos, apesar de que temos a certeza de que na verdade não é assim. Isso é um claro sintoma da consciência clara que os espanhois temos a necessidade de renovação aos 10 anos apesar de que não o fazemos.

No entanto, existe ainda um colectivo de população que não parece "crer" na mensagem que os expertos em descanso emitem continuamente. Estas pessoas, têm pelo geral mais de 55 anos e seus colchões mais de 15. Ademais muitos deles não foram mudados nunca e não parece que os interrogados admitam a necessidade de sua renovação. São estas pessoas as que menos apreciam a perda de firmeza e higiene de seu colchão decorridos 10 anos.

Ao invés, as pessoas mais jovens parecem ter mais presente a necessidade de mudança e de facto observa-se uma clara tendência que indica que o parque de colchões actual é mais jovem do que venia sendo a dinâmica em Espanha. Isso fica refletido quando perguntamos pelos anos do colchão actual e pelos anos que tenía seu anterior colchão.

Neste estudo, dedicamos também um espaço a indagar na percepção que os espanhóis têm de sua saúde sobretudo naqueles aspectos que podem estar directamente relacionados com a qualidade do sistema de descanso. Em general, os espanhóis dizem gozar de uma boa saúde, ainda que um 18% das pessoas interrogadas afirmaram ter dores musculares, percentagem no que encontramos uma maioría de mulheres. Esta doença se repete naquelas pessoas que dizem se levantar cansadas e sem energia. Existe uma relação directa entre esta sensação de não descanso e nos anos do colchão. Vemos bem como as pessoas com um "pior acordar" são ao mesmo tempo as que têm os colchões mais antigos.

Os colchões de 1,35cm e 1,50cm são os que mais abundam, ainda que 14% (fundamentalmente pessoas que dormem sozinhas) afirma dormir num colchão de 90cm. De novo a comodidade decide a escolha, ainda que nod colchões menores tem-se muito em conta que se adapte às dimensões do dormitório.

Independentemente do tipo de colchão escolhido, os espanhóis parecem gozar de uma boa qualidade de sono, ainda que reconhecem a incidencia de factores como o calor, o estrés e as preocupações. Um mau descanso, repercute fundamentalmente na concentração no trabalho.

A qualidade de descanso está intimamente unida ao bom estado do colchão. Isto é algo que têm claro os interrogados em proporções que superam 60% dos casos. O dormir bem, é considerado mais importante que o dormir muito.

Entre o 85% e o 100% das pessoas entrevistadas, dizem tomar as medidas de higiene necessárias para a manutenção de sua colchão, factor que em alguns casos pode estar a servir de desculpa para postergar sua renovação.

Em qualquer caso, os espanhóis parecem estar amplamente satisfeitos com a confortabilidade de seu colchão, apesar dos anos que este tenha. O facto de que o colchão vá com os anos " adaptando-se" ao corpo pode explicar esta falta de percepcção do seu deterioro e a resistência ante a mensagem de renovação.

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